E lá vou eu, bestando como sempre.
Um ou dois fatos – pequenos e bobos – durante esta semana que terminou, fazem meus sentidos ficarem alvoroçados, perdidos, capengas.
Claro, tudo que posto por aqui é sempre intencional. Tem ares estranhos conforme é lido, dando ao leitor uma idéia (talvez não verdadeira) de que os temas são pura ficção. Mas… fica a afirmação: não, tudo é fato, tudo é verdadeiro. Pesadamente verdadeiro.
O primeiro fato, que comento aqui, diz da traição dos sentidos. E percebo que não existe benção divina conforme os olhos, os meus, se deparam com um evento que os fez trair minha própria capacidade de raciocínio… afinal… é ou não é? Talvez a incapacidade de assumir aquela alegria abandonada fez o figura aqui “imaginar” que fosse, sim, puro devaneio. Ou visão mal interpretada pelos neurônios.
E nesse rumo, segui, fazendo criar uma situação totalmente maluca: fiz ignorar alguém que me é importante. Demais. Muito. E, confesso, já por muito tempo.
Louco é confessar aqui dessa importância. Mas… coisa de maluco mesmo, talvez.
Louco, igualmente, deixar expresso do quanto eu precisaria dizer de tudo isso. Mais pela libertação de algo prêso, talvez dizendo e expressando tudo isso eu me permitisse ser uma pessoa melhor: pois certos segrêdos que nos impomos, pela vida, mais nos atormentem do que nos ajudem.
Sim, fui seu fã. Admirador. Vitimado pela profusão de brilhos do teu olhar e pelo perfume invasor que te acompanha. Vitimado por aquelas sensação que nos são particulares e próprias e que fazem ridiculamente… sonhar. Sonhar com o brilho da tua proximidade, com o sorriso de uma cumplicidade. Com o calor de um abraço e o carinho, talvez, de um beijo bobinho e despretensioso no rosto.
Bobagens pequenas e despretensiosas que, por certo, trariam alegria eternamente duradoura. E faria ser tudo mais bonito nos dias pesados que vou atravessando. Dias onde sempre encontro a bainha de um punhal… pronto a ser trespassado por minhas entranhas.
Igualmente bobagem, eu imagino, olhar fixamente e poder dizer do que sempre senti e do quanto sempre tenho precisado. E contar das vezes onde, assustado, fingi não ver, fingi não estar. Assustado demais com o ao redor e os que nele estão… e que vão ensinando duras lições, complicadas de serem aprendidas e ao mesmo tempo dão impressão de serem prazeirosamente ensinadas: quando sentir que ama, nada diga. Quando sentir vontade de estar próximo, afaste-se. Ao sentir o desejo e a necessidade de “estar com”, “fuja de”.
Nesse rumo de fugir, dar de costas, negar, ocultar… ahahahahaha… não, nunca fui bom nisso. Mas tenho aprendido muito nestes últimos tempos nesta cidade onde me vejo como um “condenado”.
Essa minha condenação, de já uma década, vai ensinando situações loucas e verdadeiramente insanas. Que ensinam a não amar, não desejar, não falar, não querer. Vou aprendendo que, mais valioso que AFIRMAR é o ato complicado e ruim do NEGAR.
Nego que te quero, te preciso, te necessito. Pois negando, todas as benesses desta sociedade me serão permitidas… isso é louco e doentio.
Pois num rumo oposto, na direção do dizer das verdades que defendo e dão sentido ao meu viver, faço diferente… e deixo marcado por aqui, num ritmo só, numa velocidade única:
- pudesse, diria do quanto te preciso, do quanto te amo e amei; do quanto sinto falta dos abraços que não tive, dos beijos que não dei, do quanto me emocionei pelas palavras que não entreguei, do quanto é emocionante e delicioso o toque das tuas mãos delicadas (e bonitas) conforme se prendem na minha… do quanto é delicioso estar mergulhado nesses cabelos que jamais toquei e jamais senti, do quanto é maravilhoso perceber que, mesmo jamais tendo estado perto, muito te conheço.
Insano e louco. Mas verdadeiro.
É. Tudo teu, mas… nada se pode, afinal, por aqui.
Beijão. Beijo verdadeiro, igual aos que não dei… dos quais tanto ainda lembro.
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